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há um componente
extraordinário, e há a tragédia humana, com pessoas que aproximam-se de ter
tudo o que mais aspiravam, mas só para arruinarem-se inteiramente até o zero absoluto
no andamento subsequente.
As tragédias humanas,
súbitas, com as quais todas as pessoas podem se identificar, são narradas em
cada episódio, por inteiro. Cada episódio tem uma história inteira, com começo,
meio e fim, e no qual se passa a narrativa da condição humana, tocada por
fantasia e por uma pungente dureza, embalada por ficção científica.
Entre 1959 e 1964, foram criadas obras-primas,
lançadas sob o formato de 156 episódios, cuja influência estendeu-se a muito do
que você assiste, até hoje, em filmes, séries, livros, hq, etc.
Talvez, pelo
fato de não conhecer as obras de Serling, você já tenha visto muito do trabalho
de Serling, mas não reconheça como sendo uma criação dele – mas a produção está toda por aí, e ele é, de fato, um autor atemporal e dificilmente esquecível.
O irônico de
toda esta atemporalidade de Serling reside na situação que ele tinha ao
começar: por um lado, acontecia a Era Macartista nos EUA, e muitos roteiristas
e escritores sentiam a pressão persecutória não só no momento de produzir, mas
também em termos mais banais de suas vidas. Por outro lado, pasmem, segundo o próprio
Serling, ele “tinha que escrever como fazia porque não conseguia escrever como
os outros roteiristas e escritores” que mais gostava (!). É incrível, não é?
Que bom para todos, e para a evolução e desenvolvimento dos gêneros trabalhados por
ele que ele não conseguia escrever como os outros..!
JK Rowling, ao
longo de 7 anos, teve a morte de sua mãe, o nascimento de sua primeira filha, o
divórcio com seu primeiro marido e foi atingida por uma crise financeira e
pessoal, até que realizou o primeiro dos sete livros da série, Harry Potter e a
Pedra Filosofal, em 1997, até o último, Harry Potter e as Relíquias da Morte,
em 2007.
Rowling é a 1ª
escritora alquimista bilionária do mundo, e com todos os méritos. Ela disse:
“Era tão pobre quanto uma inglesa pode ser sem virar uma mendiga. Então, parei
de fingir ser o que eu não era e coloquei toda minha energia no único trabalho
que me importava”.
Na série
literária, o menino-bruxo Harry Potter passa por estes 7 processos alquímicos,
7 vezes, em 7 livros. Esses 7 processos são psicológicos, e são:
O Primeiro
Estágio chama-se Calcinação, e o Alquimista que sofrerá a Transmutação, nesta
fase inicial, sequer conhece o seu próprio potencial.
O Segundo
Estágio chama-se Dissolução, e o Alquimista já principia a perceber-se de
algumas verdades sobre si mesmo através dos processos.
O Terceiro
Estágio chama-se Separação, e o Alquimista já conhece A Verdade sobre si, e o
começa uma nova jornada existencial, enquanto indivíduo, pois o passado já não
tem qualquer significado para ele.
O Quarto Estágio
chama-se Conjunção, e o Alquimista expande e pesquisa mais potencialidades em
sua nova jornada existencial, e renova-se em entusiasmo e tenacidade.
O Quinto Estágio
é a Fermentação, é a etapa na qual o potencial do Alquimista deve ser aprimorado com autoconfiança e perseverança.
O Sexto Estágio
é a Destilação, é a Etapa na qual o Alquimista sente seu potencial e percebe
que deve desenvolver-se.
O Sétimo Estágio
chama-se Coagulação, é a Etapa na qual o alquimista reúne e articula todas
as ciências desenvolvidas nas 6 etapas
anteriores.
Para Jung, todos os processos alquímicos são uma grande
metáfora para o que ele chamou de ‘processo de individuação’, que nada mais é
do que uma profunda autotransformação psicológica. Jung entendia a Alquimia
como sendo uma antiga forma de psicologia, segundo ele:
“A alquimia está
na base de nosso jeito moderno de ver as coisas. É como se ela já tivesse
estudado a fronteira da consciência”.
Os 4 elementos
da alquimia simulam os 4 tipos principais de se perceber o mundo e de
personalidade para cada um, e Hogwarts possui 4 Casas, com 4 Mestres Criadores,
que eram todos distintos entre si, e os colegiais são dispostos em uma Casa
logo ao chegar em Hogwarts, muito mais em consonância com suas personalidades
do que com seus potenciais enquanto futuros magos ou bruxas.
A saga, que cobre
toda a formação de Harry, tem 7 livros, tal como a Alquimia é um processo
subdividido em 7 fases, e ao final, o metal supostamente vira ouro. As
semelhanças não param por aí, e até gostoso procurar pelos detalhes de suas
influências já assumidas, como bem condiz com sua condição, há muito tempo.
Ela
disse; “eu não queria ser Bruxa, eu queria ser Alquimista, que é bem diferente.
Para inventar este Mundo Bruxo, eu tive que aprender um monte de alquimia. Não
sei se algum dia vou conseguir usar tudo nos livros”.
Mesmo que não
chegue a se utilizar de todo seu conhecimento alquímico em seus futuros livros,
A Pedra Filosofal – de Harry e de
Rowling – junto a toda a essa série incrível, continuará mesmo a ser uma pedra
filosofal, e em tudo que tocar, se tornará ouro.
Platão foi o mais brilhante e notório discípulo de Sócrates.
O Mito da Caverna é uma metáfora, uma alegoria,
um discurso simbólico, criada pelo filósofo grego Platão, que consiste na
tentativa de explicar a condição de ignorância em que vivem os seres humanos e
o que seria necessário para atingir o exato “mundo real”, abalizado na
razão acima dos sentidos.
Presos na caverna da ignorância, os humanos tomam as sombras
vistas no interior lúgubre em que se encontram como a única realidade.
Platão diz, então, que o processo de libertação de tais sombras
pode ser doloroso e sofrível, então prefere-se permanecer na mesma condição de
ignorância, por ser muito mais cômodo continuar com o que se conhece, do que
enfrentar a luta de superá-la e encontrar-se finalmente em condição da
plenitude da luz, da clareza e da verdade, visto que, se as ideias são eternas,
então a contemplação das ideias anteriores também permanece, quiçá, como
lembrança, mas ainda sub-existe.
E, por isso mesmo também, em Platão temos o Conhecimento como
sendo entendido como reconhecimento e recordação.
A técnica de reconhecimento ocorre na ocasião em que suplantamos a
esfera das surpresas e deslumbramentos das descobertas compassivas e nos
aprofundamos no domínio do compreensível – que é, por suposto, o mundo das
ideias.
...
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